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Tapirus é o nome científico da anta ou tapir. Escolhi-o para este site como uma homenagem ao Estádio das Antas, a velhinha casa do FC Porto onde vivi tantos momentos felizes (e alguns tristes...) e que ficará para sempre no meu coração.
A 4 de Dezembro de 1949 foi simbolicamente lançada a primeira pedra, mas só a 16 de Janeiro do ano seguinte a construção do Estádio das Antas começou de facto. O presidente do FC Porto era na altura o Dr. Miguel Pereira. Oldemiro Carneiro e Miguel Resende foram, respectivamente, o arquitecto e o engenheiro responsáveis pelo projecto. Em pouco mais de dois anos ergueu-se o estádio, como símbolo do Futebol Clube do Porto e da solidariedade e união dos habitantes da cidade e do distrito em torno dele, não fossem essa solidariedade e união responsáveis por uma boa parte dos fundos necessários à construção do Estádio das Antas. A Comissão Pró-Estádio, constituída por Portistas dedicados de alma e coração à causa, organizou uma série de iniciativas que mobilizaram o povo de todo o distrito do Porto. Dentre essas inciativas destacam-se os dois "cortejos de materiais", isto é, cortejos constituídos por carros, furgonetas e camionetas que se dirigiam para o estádio transportando materiais de construção para oferecer ao FC Porto. José Bacelar, sócio nº1 do clube, ofereceu o pagamento do primeiro dia de trabalho aos operários da obra.
Depois de muito sacrifício e dedicação, no dia 28 de Maio de 1952 foi inaugurado, com pompa e circunstância, o Estádio do Futebol Clube do Porto. Por se localizar no bairro das Antas, o povo passou a chamar-lhe "Estádio das Antas". Presidia ao clube na altura o Dr. Urgel Horta, e quem lá esteve afirma que foi um dia inesquecível.
Em 1976 procedeu-se ao fecho da porta da maratona e 10 anos depois ao rebaixamento, ficando o estádio com cerca de 90000 lugares. Depois de completamente encadeirado, no início dos anos 90, o Estádio das Antas ficou com cerca de 50000 lugares.
Como disse, vivi muitos momentos felizes no Estádio das Antas. E quem o frequenta há mais tempo do que eu viveu, naturalmente, mais momentos felizes ainda. A quebra do jejum em 1977, a recepção aos heróis de Viena em 1987, a Supertaça Europeia meses depois, entre tantas outras alegrias... Mais tarde, também eu estive presente em grandes momentos, como os cinco campeonatos do Penta, e só não estive na recepção aos heróis de Sevilha porque estava... a regressar de Sevilha. E tantas, tantas outras recordações, vividas ou ouvidas, tenho daquela que foi a nossa casa por tanto tempo. Apesar da espectacularidade do Estádio do Dragão, a despedida foi muito triste e muito dura. Mas o nosso querido Estádio das Antas nunca será esquecido. Homenageá-lo-ei eternamente no meu coração e na minha memória, e resolvi homenageá-lo também no nome do meu cantinho na web.
Sei que o Estádio (e a zona) das Antas não tem esse nome por causa da anta animal, mas por causa de antas - dólmens (que, conforme nos ensinaram nas aulas de história, são monumentos megalíticos onde se enterravam os mortos) que a determinada altura existiram no local. No entanto, porque os domínios anta.com, antas.com e outros similares já estavam ocupados, e porque, pesquisando, descobri que a anta é um animal muito simpático, resolvi fazer a associação de palavras. E eis que registo www.tapirus.net.
E, já agora, apresento-lhe a anta.
Tapirus não é o nome da espécie, mas do género. Esse género é do reino animalia, filo chordata, classe mammalia, ordem perissodactyla e família tapiridae, e divide-se em quatro espécies: Tapirus bairdii (anta de Baird, existente na América Central), Tapirus indicus (anta malaia, do sudeste da Ásia), Tapirus pinchaque (anta de montanha, existente nos Andes) e Tapirus terrestris (anta terrestre, da América do Sul).
As antas são animais grandes e pesados (podem chegar a 2,20 metros de comprimento e cerca de 300 kg de peso) e o seu nariz assemelha-se a uma pequena tromba. O seu olfacto é apuradíssimo. Têm quatro dedos em cada pata dianteira e três em cada pata traseira, todos transformados em cascos. O seu pêlo é curto e castanho acinzentado, embora a anta malaia tenha uma mancha branca no lombo.
São animais tímidos e solitários, pelo que raramente são encontrados acompanhados, excepto na época de acasalamento e nos dois primeiros anos de vida, em que a cria vive junto da sua mãe. Vivem em florestas, normalmente perto de rios, lagos ou outros locais com grande humidade. São exímias nadadoras.
As antas costumam passar o dia refugiadas na floresta e só à noite vão pastar, percorrendo sempre os mesmos trilhos. A sua alimentação consiste em raízes, caules, frutos e folhas rasteiras (são vegetarianas comme moi! :o)).
A gestação de uma anta dura 13 meses, e raramente nasce mais do que uma cria. Esse ritmo de reprodução, apesar de lento, seria suficiente para assegurar a sobrevivência das espécies, já que os ataques de predadores, embora aconteçam, não são em número significativo. No entanto, a anta enfrenta, como tantos outros animais, a ferocidade do mais cruel dos predadores, o único que é capaz de reflectir sobre a atrocidade que está a cometer: isso mesmo, o homem. Não apenas a caça mas também a destruição do seu habitat colocaram as quatro espécies de anta na
lista vermelha da IUCN
(International Union for the Conservation of Nature and Natural Resources, também chamada World Conservation Union): a anta de Baird e a anta de montanha como espécies em vias de extinção e a anta malaia e a anta terrestre como espécies vulneráveis.
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